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quarta-feira, 15 de maio de 2013

João Zafalão durante assembleia Apeoesp 10.05.13

Em meio a confusão, sindicato de professores estaduais encerra greve


Professores da rede estadual de SP fazem manifestação na avenida Paulista149 fotos

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10.mai.2013 - Em meio a confusão durante assembleia nesta sexta-feira (10), a Apeoesp (sindicato dos professores) suspendeu a greve da rede estadual de São Paulo. A resolução foi tomada em manifestação no vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista. Apesar da maioria dos professores presentes na assembleia votarem pela permanência da greve, iniciada no dia 22 de abril, a presidente de Apeoesp, Maria Izabel Noronha, anunciou o fim da greve. Após o anúncio, parte dos docentes se revoltou contra a sindicalista. Houve confronto entre policiais e manifestantes. Duas pessoas foram detidas e quatro policiais ficaram feridos, segundo informações da PM (Polícia Militar) Fernando Donasci/UOL
Em meio a confusão durante assembleia nesta sexta-feira (10), a Apeoesp (sindicato dos professores) suspendeu a greve da rede estadual de São Paulo. A resolução foi tomada em manifestação na avenida Paulista, que reuniu cerca de mil pessoas, de acordo com a PM. 
Apesar da maioria dos professores presentes na assembleia votarem pela permanência da greve, iniciada no dia 22 de abril, a presidente de Apeoesp, Maria Izabel Noronha, anunciou o fim da paralisação. Após o anúncio, parte dos docentes se revoltou contra a sindicalista. 
Os manifestantes chegaram a tomar as três faixas da avenida Paulista, no sentido Consolação, e começaram a lançar latas, papéis e garrafas de plástico no carro de som do sindicato, que ficou encurralado. Houve confronto e a polícia militar interveio.
Em seguida, o carro de som desceu uma das laterais do Masp, mas a altura do veículo impossibilitou a passagem embaixo de um viaduto em direção à avenida 9 de Julho. A presidente do sindicato teve de ir a pé e pegar um táxi. Em entrevista aoUOL, Maria Izabel Noronha negou que tenha decidido contrariamente ao resultado da assembleia.
No confronto, quatro policiais ficaram feridos levemente. Dois manifestantes foram detidos, um sob acusação de agredir policiais e outro por ter tentado fazer uma fogueira na avenida Paulista. Os detidos foram levados para a 78° DP (Distrito Policial).

Reunião com secretário

O fim da greve acontece após uma reunião da Apeoesp com o secretário de Educação Herman Voorwald hoje pela manhã. Na conversa, ficou acordado que os docentes receberão pelos dias parados caso seja feita a reposição. Também ficou acertada a retomada de negociações salariais em agosto, segundo a secretaria estadual de São Paulo.  

Reajuste salarial

Entre as reivindicações da categoria estão o aumento salarial de 36,74% e a implementação de uma lei nacional, que prevê que 33% da jornada de trabalho dos professores seja destinada à preparação de aulas e à formação continuada.
A proposta de reajuste do governo, em projeto na Assembleia Legislativa, é de 8,1% neste ano. Além disso, a secretaria da Educação afirma que a rede prevê desde 2012 que 1/3 da jornada do professores seja de atividades extraclasse. Segundo nota enviada pela assessoria, os professores de jornada de 40 horas semanais têm 32 aulas de 50 minutos e o restante do tempo para outras atividades.

Professores e policiais entram em confronto na avenida Paulista, em SP

TRAIÇÃO E AUTORITARISMO - PRESIDENTA NÃO ACATA DECISÃO DA ASSEMBLEIA EST...

domingo, 12 de maio de 2013


TRAIÇÃO
70% dos professores decidem pela continuidade da greve
e a direção majoritária da APEOESP decreta seu fim

João Zafalão é secretário de Política Sindical da APEOESP
eleito pela Oposição Alternativa/CSP-Conlutas e militante do PSTU

                No dia 10 de maio, mais de 6 mil professores realizaram assembleia estadual da categoria, que estava em greve desde 19 de abril. A direção majoritária da APEOESP (CUT) defendeu o fim da greve, mesmo sem nenhuma garantia por escrito feito pela Secretaria Estadual de Educação.  Apesar de a Oposição ter tido apenas duas intervenções pela continuidade da greve, na hora da votação mais de 70% dos presentes votaram na proposta de continuar a greve, exigir que a SEE entregue por escrito suas propostas e nova assembleia na terça feira, na Praça da República (onde fica a SEE), mesmo dia da assembleia dos trabalhadores municipais que estão em greve.
                De maneira totalmente arbitrária, a presidenta da APEOESP, Maria Izabel Noronha (Bebel) decretou o fim da greve, mesmo com 70% dos professores tendo votado pela continuidade do movimento. Esse desrespeito gerou muita indignação e os professores exigiam a imediata reinstalação da assembleia para continuar com nossa greve.  Após mais de uma hora de impasse, a direção da APEOESP chamou a Polícia Militar, para escoltar a diretoria traidora do sindicato.  Para fazer essa escolta, a PM agrediu dezenas de professores, deteve 2 manifestantes e feriu vários. A responsabilidade por esse confronto é da direção majoritária da APEOESP (Bebel e CUT) que desataram a decisão da assembleia e ainda chamaram a polícia para encerrar a greve. Alckmin não poderia ter um apoio maior que este, dado pela APEOESP.
A manobra foi tão escandalosa que até o site da UOL publicou o seguinte: ... “Apesar da maioria dos presentes na assembleia votarem pela permanência da greve, iniciada no dia 22 de abril, a presidente da APEOESP, Maria Izabel Noronha, anunciou o fim da greve”...(http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/05/10/professores-da-rede-estadual-de-sp-decidem-acabar-greve.htm)
                Essa atitude vergonhosa da direção majoritária da APEOESP ocorre porque o maior interesse do setor majoritário do sindicato é apenas desgastar Alckmin para tentar eleger seus candidatos em 2014. Ocorre que uma forte greve dos trabalhadores municipais está ocorrendo e mesmo contra a vontade da direção da APEOESP, no dia 03 de maio ocorreu um ato unificado, demonstrando que apesar dos interesses da direção do sindicato, os professores estão em greve em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, contra Alckmim (PSDB) e também contra Haddad (PT). É um absurdo que a APEOESP tenha se transformado em um sindicato chapa branca do governo e que não respeita sequer as decisões da assembleia dos professores.
Greve colocou a educação no centro das atenções
Foram 22 dias de greve do magistério paulista. Foram 4 grandes manifestações na avenida Paulista  e centenas de passeatas regionais de apoio a nossa greve, feita por estudantes, pais e mães. Foi uma greve em que os professores categoria O levantaram a cabeça, enfrentaram o assédio moral e ameaças de demissão e foram a luta. Apesar da intransigência do governo e do corpo-mole da direção do sindicato e da traição na assembleia de 10 de maio, o governo fez algumas inflexões em relação aos professores categoria O. Anunciou que vai atender a reivindicação de os professores da categoria O poderem utilizar o hospital do servidor, que quem já tem pontuação não terá que fazer provas anuais e que manterá a quarentena em detrimento da duzentena, além de acabar com a prova aos professores categoria FTambém disse que após reposição, retira as faltas do prontuárioO problema é que foi tudo de boca e sem data para efetivação, pois as mudanças em relação ao professor categoria O dependem de Projeto de Lei a ser aprovado na Assembleia Legislativa, e o problema é que estes projetos sequer existem. Além de ser muito pouco, esse pouco ainda não tem garantia. Por isso a assembleia decidiu por mais de 70% dos votos continuar a greve e exigir do governo que escrevesse o que disse.
Professores votaram novamente pela unificação
Da mesma forma que no dia 03 de maio cerca de 10 mil professores passaram por cima da direção da APEOESP e unificaram com os trabalhadores municipais, nesse dia 10 de maio, cerca de 70% dos professores defenderam  nova assembleia no dia 14 de maio para unificar com os trabalhadores municipais. A traição da direção majoritária da APEOESP impediu essa unificação.
Fortalecer a Oposição para derrotar a Direção Majoritária da APEOESP (Bebel e CUT)
Diante dessa traição os professores que fizeram essa greve e enfrentaram a direção majoritária da APEOESP neste dia 10 de maio, tem vontade de se desfiliar e de nunca mais querer participar do sindicato. Pensamos o contrário, pois precisamos regatar o sindicato para a mão da categoria. Para isso é necessário que todos os lutadores venham fortalecer a oposição e colocar para fora da APEOESP os fura-greves. Isso é fundamental, pois precisamos transformar a APEOESP em um instrumento de luta dos professores.  Venha construir conosco a Oposição à APEOESP. Entre em contato, para possamos derrotar os traidores que controlam o sindicato. Nossa luta vai seguir, apesar da direção da APEOESP.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O problema do trabalho doméstico não é o salário da empregada



A “Rainha do lar” hoje teme em perder suas serviçais, é assim que a mulher de classe média tem se sentido diante da nova “PEC das Empregadas Domésticas”.

Responsável por todo o serviço doméstico , a “Rainha do Lar”, a mulher,  é obrigada a administrar tudo que diz respeito à sobrevivência da família entre as jornadas de trabalho, as roupas limpas dos filhos e marido, a alimentação de todos e a própria limpeza do local onde a família repõe suas energias para seguir no dia seguinte.

Nada mais óbvio, portanto, que dividir ou repassar essa tarefa a outra pessoa, mediante o pagamento de um salário. Mas nem tudo está tão nítido.

No Brasil da herança escrava, ainda se usa a mão de obra feminina e na maioria das vezes negras como se estivéssemos fazendo um favor às meninas pobres do interior. É nada mais do que um resgate da pobreza, onde ao dar abrigo e comida, a única coisa que as patroinhas da capital exigem é “ajuda no lar”.

A marca dessa cultura foi tão profunda em nossa vida que até hoje se constroem minúsculos apartamentos com ainda menores quartos junto à lavanderia, onde se espremerá uma menina carente do interior.

Isso é um dos fatos que explica a polêmica com uma lei que garante o mínimo às empregadas domésticas, o direito a serem trabalhadoras e não escravas.  Segundo o próprio site da Câmara dos Deputados, uma “dona de casa” gasta em média R$ 832,00 com uma empregada, pagando todos os gastos passará a gastar R$ 915,00.  Uma diferença que não transformará efetivamente a vida de nenhuma das domésticas

Outro fato que envolve a polêmica da lei, discutida até pela direitista revista Veja, é o papel das tarefas do lar. É justo e necessário que as tarefas domésticas sejam divididas entre homens e mulheres neste momento, no entanto a responsabilidade não está fechada dentro da intimidade do lar.

As tarefas domésticas geraram tanta polêmica porque sem elas é impossível se organizar para voltar ao trabalho no dia seguinte ou ainda criar filhos. E por isso essas tarefas não podem ser reponsabilidade individual de cada um, o Estado e os patrões devem ser responsáveis por disponibilizar formas de os trabalhadores reporem suas energias, se alimentarem e terem filhos, sem enormes sacrifícios pessoais.

Não é à toa que várias empresas pagam lavanderias para seus executivos, reembolsam qualquer refeição ou pagam flat´s e hotéis.  Os grandes empresários , a burguesia, há muitos anos sabe que a forma como seus funcionários dormem, vivem ou se alimentam influencia diretamente na sua produtividade. Por isso criaram, por exemplo, ainda no inicio do século XX Vilas Operárias onde a vida fora da fábrica também podia ser controlada.

O Estado precisa garantir creches próximas aos locais de trabalho, restaurantes públicos e lavanderias coletivas, essa medida libertaria as mulheres das repetitivas tarefas domésticas, possibilitaria que muitas mães pudessem trabalhar e avós descansassem em sua velhice. Melhoraria a vida de todas as mulheres trabalhadoras, inclusive das empregadas domésticas.

Texto extraído do blog do Movimento Mulheres em Luta: http://mulheresemluta.blogspot.com.br